segunda-feira, 5 de outubro de 2015

OS 3 MALFEITORES E JESUS

Bom dia e a Paz do Senhor Jesus,

Em Lucas 23, a Bíblia nos relata que Jesus, no período compreendido entre o momento que foi apresentado a Pilatos e o Seu brado de “Está consumado”, vivenciou um relacionamento com 3 homens que haviam cometido crimes e por isso estavam a pagar um preço pelo cometimento de seus malfeitos.

O primeiro de nome Barrabás foi solto em lugar de Jesus, a pedido do povo. O nome Barrabás, no aramaico, é composto de “Bar”, que significa filho, e “abass”, que significa pai, ou seja, “filho do pai”. Nasceu na cidade de Jopa, ao sul da Judeia. Tinha como profissão remador de botes. Segundo H. Brownlee Reaves Mateus o chama de um "preso muito conhecido"; Marcos diz que ele foi "preso com amotinadores, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio"; Lucas afirma que ele foi lançado na prisão "por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio" e João o chama "salteador". Na realidade o que queremos mostrar não é o fato histórico, mas a correlação entre os 3 homens.

Os outros dois foram os que estavam ladeando Jesus no Gólgota. A Bíblia não menciona o nome dos “dois ladrões” que foram crucificados com Cristo. Mas no evangelho de Nicodemos (obra apócrifa produzida no período pós-apostólico), capítulo 9, verso 4, os dois malfeitores são identificados como Dimas e Gestas:

5 Então Pilatos ordenou que fosse corrido o véu do tribunal onde estavam sentado e disse a Jesus: “Teu povo desmentiu-te como o rei. Por isso decretei que, conforme o antigo costume dos reis piedosos, sejas primeiro flagelado e depois pendurado na cruz no horto onde foste preso. E DIMAS E GESTAS, ambos malfeitores, serão crucificados juntamente contigo”.

Não podemos considerar este evangelho de Nicodemus como canônico, pois nem a Igreja Católica assim o faz, pois vários de seus ensinos são de natureza especulativa e antibíblica. Mas, devemos considerá-los como compêndio de consulta histórica. Não confirmada pelos quatro evangelhos canônicos, a tradição identifica os dois malfeitores pelos nomes de Dimas e Gestas não passa de mera possibilidade, e ainda especificando o primeiro como sendo o que defendeu e teve sua salvação mencionada por Jesus e o segundo sendo o que especulou de forma jocosa o ato da crucificação do Senhor.

Meu comentário, longe de ser uma verdade absoluta, é apenas de especificar algo que foi revelado quando lia mais aprofundadamente esta passagem de Lucas 23. Barrabás, Dimas e Gestas tinham algo em comum, eram malfeitores. Mas experimentaram fins diferentes. Conviveram com Jesus e tiveram fins com visões diferentes, senão vejamos. Barrabás foi solto e viu o que seria sua condenação dada a outro homem contemporâneo a ele, mas que depois não se fala mais sobre ele e nem o que lhe aconteceu. Ele viu alguém que pagou um preço “por” ele, mesmo sem merecer. Uma condenação de morte que seria para Barrabás alguém a assumiu e o mais importante, sem dizer uma só palavra.

Já no caso dos outros dois, eles pagaram um preço de igual tamanho, mas um obteve a salvação, pois creu em Jesus, enquanto o outro morreu sem reconhecer este ato. Supostamente Dimas, o primeiro malfeitor reconheceu o seu erro e clamou pedindo que Jesus o lembrasse dele ao chegar no Reino dEle. Um ato de fé ou de desespero? Qual a diferença entre eles?


Barrabás era malfeitor foi solto, os outros dois eram malfeitores morreram, mas um foi salvo e outro não. Em uma apologia aos nossos dias e as pessoas do mundo, ou mesmo dentro das igrejas. Jesus morreu para salvar todos, só que uns querem a salvação mais depois saem, desaparecem (Barrabás) e outros morrem, mas tem sua salvação garantida pois reconhecem os seus erros e permanecem na igreja até o fim e outros não querem saber de Jesus e morrem sem Ele. Em que situação nós estamos ou somos: Barrabás, Dimas ou Gestas? Pense nisso.


Victor Souza dos Santos
Pastor e Capelão


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