Bom
dia e a Paz do Senhor Jesus,
Em
Lucas 23, a Bíblia nos relata que Jesus, no período compreendido
entre o momento que foi apresentado a Pilatos e o Seu brado de “Está
consumado”, vivenciou um relacionamento com 3 homens que haviam
cometido crimes e por isso estavam a pagar um preço pelo cometimento
de seus malfeitos.
O
primeiro de nome Barrabás foi solto em lugar de Jesus, a pedido do
povo. O
nome Barrabás, no
aramaico, é
composto de “Bar”,
que significa filho, e “abass”,
que significa pai, ou
seja,
“filho
do
pai”. Nasceu
na cidade de Jopa, ao sul da Judeia.
Tinha
como profissão remador de botes. Segundo
H.
Brownlee Reaves
Mateus
o chama de um "preso
muito conhecido";
Marcos diz que ele foi "preso
com amotinadores, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio";
Lucas afirma que ele foi lançado na prisão "por
causa de uma sedição na cidade e também por homicídio"
e
João o chama "salteador".
Na
realidade o que queremos mostrar não é o fato histórico, mas a
correlação entre os 3 homens.
Os
outros dois foram os que estavam ladeando Jesus no Gólgota. A Bíblia
não menciona o nome dos “dois ladrões” que foram crucificados
com Cristo. Mas no evangelho de Nicodemos (obra apócrifa produzida
no período pós-apostólico), capítulo 9, verso 4, os dois
malfeitores são identificados como Dimas e Gestas:
5
Então Pilatos ordenou que fosse corrido o véu do tribunal onde
estavam sentado e disse a Jesus: “Teu povo desmentiu-te como o rei.
Por isso decretei que, conforme o antigo costume dos reis piedosos,
sejas primeiro flagelado e depois pendurado na cruz no horto onde
foste preso. E
DIMAS E GESTAS, ambos
malfeitores, serão crucificados juntamente contigo”.
Não
podemos considerar este evangelho de Nicodemus como canônico, pois
nem a Igreja Católica assim o faz,
pois vários de seus ensinos são de natureza especulativa e
antibíblica. Mas, devemos
considerá-los como compêndio de consulta
histórica.
Não confirmada pelos quatro evangelhos canônicos, a tradição
identifica os dois malfeitores pelos nomes de Dimas e Gestas não
passa de mera possibilidade, e
ainda especificando o primeiro como sendo o que defendeu e teve sua
salvação mencionada por Jesus e o segundo sendo o que especulou de
forma jocosa o ato da crucificação do Senhor.
Meu
comentário, longe de ser uma verdade absoluta, é apenas de
especificar algo que foi revelado quando lia mais aprofundadamente
esta passagem de Lucas 23. Barrabás, Dimas e Gestas tinham algo em
comum, eram malfeitores. Mas experimentaram fins diferentes.
Conviveram com Jesus e tiveram fins com visões diferentes, senão
vejamos. Barrabás foi solto e viu o que seria sua condenação dada
a outro homem contemporâneo a ele, mas que depois não se fala mais
sobre ele e nem o que lhe aconteceu. Ele viu alguém que pagou um
preço “por” ele, mesmo sem merecer. Uma condenação de morte
que seria para Barrabás alguém a assumiu e o mais importante, sem
dizer uma só palavra.
Já
no caso dos outros dois, eles pagaram um preço de igual tamanho, mas
um obteve a salvação, pois creu em Jesus, enquanto o outro morreu
sem reconhecer este ato. Supostamente Dimas, o primeiro malfeitor
reconheceu o seu erro e clamou pedindo que Jesus o lembrasse dele ao
chegar no Reino dEle. Um ato de fé ou de desespero? Qual a diferença
entre eles?
Barrabás
era malfeitor foi solto, os outros dois eram malfeitores morreram,
mas um foi salvo e outro não. Em uma apologia aos nossos dias e as
pessoas do mundo, ou mesmo dentro das igrejas. Jesus morreu para
salvar todos, só que uns querem a salvação mais depois saem,
desaparecem (Barrabás) e outros morrem, mas tem sua salvação
garantida pois reconhecem os seus erros e permanecem na igreja até o
fim e outros não querem saber de Jesus e morrem sem Ele. Em que
situação nós estamos ou somos: Barrabás, Dimas ou Gestas? Pense
nisso.
Victor Souza dos Santos
Pastor e Capelão

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