Na
semana que antecedeu o carnaval, passamos por uma situação
inusitada. Nossa filha, Naara Victória, de terça a quinta, antes do
feriado, apareceu com uma manchas escuras no corpo, mais precisamente
nas pernas e 3 grandes no tórax. Achávamos que ela estava sendo
beliscada ou levando pancadas na creche onde ela estuda. Na
sexta-feira, dia 05 de fevereiro fomos ao local onde ela estudava
para mostrar as professoras e ao responsável para analisarmos e
chegarmos a um denominador comum.
Uma
das professoras deu a ideia de nós fazermos um exame de sangue para
tirar qualquer dúvida, pois ela conhecia uma pessoa que também
tinha algo parecido e só apareceu o resultado verídico com o
resultado do exame. Me dirige com minha esposa e a nossa princesa ao
Hospital Luiz de França, localizado na Av. Francisco Sá, aqui em
Fortaleza, onde após realizar o dito exame, falou a minha esposa que
ela estaria com leucemia e que deveríamos ir diretamente ao Hospital
Albert Sabin que é especializado em problemas desta magnitude.
Diante
do que foi dito pelo médico, vimos tudo desabar. Não tínhamos
força para suportar a dor que estávamos sentindo. Daí passei a
pedir oração a todos que encontrávamos e conhecíamos, pois
sabíamos que Deus agiria e principalmente ouviria as petições dos
santos. Quando vi a mobilização dos muitos irmãos e amigos,
conhecidos e anônimos, seja em redes sociais ou através de ligações
telefônicas, ou mesmo através de manifestações diversas, senti
que Deus confundiria mais uma vez a medicina humana.
Enquanto
isso no hospital, Naara se destacava. Não parava e com toda sua
energia cativante e alegria que lhe é peculiar, atraia os olhares e
atenções naquela enfermaria compartilhada. Foram 8 dias, até que
no sábado, dia 13 de fevereiro, após receber o resultado do exame
do mielograma, que vale salientar, confundiu a primeira impressão
médica e não deu nada; nem a famigerada leucemia ou mesmo uma tal
de púrpura que “eles “ (os médicos) suspeitavam. Foi neste dia
que ela veio pra casa e voltou convívio familiar e da igreja, onde
todos se alegraram e viram o agir de Deus em resposta as orações
dos escolhidos.
A
moral desta estória verdadeira, pois aconteceu com minha família,
nos deixou algumas lições:
1 –
Deus permitiu que isso acontecesse para ajustar algumas arestas que
estavam em aberto;
2 –
Nunca devemos nos esquecer de que Deus sabe agir e do jeito dEle;
3 –
Nunca devemos perder a fé.
Victor
Souza dos Santos
Pastor
e Capelão
Igreja
Pentecostal Unidos por Amor a Cristo
