quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O Reino de Deus

Bom dia e a Paz do Senhor,

Em minha leitura diária da Bíblia Sagrada, me deparei com algo interessante. Em 2 Reis 5, 27 Geazi herda a lepra de Naamã, por desejar as riquezas oferecidas pelo general. A Bíblia diz que Geazi saiu da presença do profeta “...leproso, branco como a neve”.

No capítulo 8 do mesmo livro, contrariando a lógica, Geazi tem uma conversa com o Rei. Espera aí;
Mas ele não estava leproso? Daí vou aprender algumas coisas muito importantes sobre isso, senão vejamos:

1 – Para está na presença do rei, Geazi não poderia está leproso, pois se assim estivesse, ele estaria exilado;

2 – Com certeza, ele já estava curado e com isso passo a entender que a lepra em Geazi, não era pra morte, mas para lhe ensinar algo;

3 – Geazi aprendeu com a lepra, pois quando questionado sobre os feitos do profeta Eliseu, ele o relatou com veemência, sem utilizar a lepra como motivo para denegrir ou inventar mentiras sobre o profeta.

Geazi entendeu que a lepra, pra ele, foi um santo remédio espiritual para sua cura interior. Talvez, se ele vivesse nos tempos de Jesus, se maravilharia com o versículo em Mateus 6, 33 que diz: Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”.

Ainda no evangelho de Mateus capítulo 13, a partir do versículo 44, Jesus relata, através de parábolas, o significado do Reino de Deus. Ele fala sobre um tesouro escondido, depois fala sobre boas pérolas e depois compara o Reino com o lançar de uma rede. Jesus tenta expressar em palavras, de uma forma bem simples, compreensível e palpável algo que se assemelhasse ao significado. Mas é Paulo que consegue transmitir isso, quando em sua carta aos Romanos capítulo 14 e versículo 17 ele diz com propriedade que: “Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo”.

Geazi entendeu de uma forma mais “pesada” que o reino de deus não se pode pegar, mas se pode exercer, sentir e testemunhar. Não precisamos de dinheiro para me alegrar; em Cristo sou feliz, tenho paz e busco a justiça de Deus para que, enquanto nesta terra, possa mostrar que minha alegria não depende de condição financeira ou conta bancária; tudo isso é consequência.

O que importa é ser feliz, amar, perdoar, ser longânimo, ter paz, ser justo e ser alegre no espírito santo. Pense nisso.

Victor Souza dos Santos

Pastor e Capelão


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