sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
O Reino de Deus
Bom dia e a Paz do
Senhor,
Em
minha leitura diária da Bíblia Sagrada, me deparei com algo
interessante. Em 2 Reis 5, 27 Geazi herda a lepra de Naamã, por
desejar as riquezas oferecidas pelo general. A Bíblia diz que Geazi
saiu da presença do profeta “...leproso, branco como a
neve”.
No
capítulo 8 do mesmo livro, contrariando a lógica, Geazi tem uma
conversa com o Rei. Espera aí;
Mas
ele não estava leproso? Daí vou aprender algumas coisas muito
importantes sobre isso, senão vejamos:
1 –
Para está na presença do rei, Geazi não poderia está leproso,
pois se assim estivesse, ele estaria exilado;
2 –
Com certeza, ele já estava curado e com isso passo a entender que a
lepra em Geazi, não era pra morte, mas para lhe ensinar algo;
3 –
Geazi aprendeu com a lepra, pois quando questionado sobre os feitos
do profeta Eliseu, ele o relatou com veemência, sem utilizar a lepra
como motivo para denegrir ou inventar mentiras sobre o profeta.
Geazi
entendeu que a lepra, pra ele, foi um santo remédio espiritual para
sua cura interior. Talvez, se ele vivesse nos tempos de Jesus, se
maravilharia com o versículo em Mateus 6, 33 que diz: “Buscai,
assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas
essas coisas vos serão acrescentadas”.
Ainda
no evangelho de Mateus capítulo 13, a partir do versículo 44, Jesus
relata, através de parábolas, o significado do Reino de Deus. Ele
fala sobre um tesouro escondido, depois fala sobre boas pérolas e
depois compara o Reino com o lançar de uma rede. Jesus tenta
expressar em palavras, de uma forma bem simples, compreensível e
palpável algo que se assemelhasse ao significado. Mas é Paulo que
consegue transmitir isso, quando em sua carta aos Romanos capítulo
14 e versículo 17 ele diz com propriedade que: “Pois
o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e
alegria no Espírito Santo”.
Geazi
entendeu de uma forma mais “pesada” que o reino de deus não se
pode pegar, mas se pode exercer, sentir e testemunhar. Não
precisamos de dinheiro para me alegrar; em Cristo sou feliz, tenho
paz e busco a justiça de Deus para que, enquanto nesta terra, possa
mostrar que minha alegria não depende de condição financeira ou
conta bancária; tudo isso é consequência.
O
que importa é ser feliz, amar, perdoar, ser longânimo, ter paz, ser
justo e ser alegre no espírito santo. Pense nisso.
Victor
Souza dos Santos
Pastor
e Capelão
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
DEUS FALA NO MONTE
Bom dia e a Paz do
Senhor,
Deus
fala conforme quer, onde quer e quando quer. No tocante a Deus, nada
é feito por Ele por fé, somente por poder. Deus é inigualável em
todos os aspectos e ninguém, nem nada se achega a sua magnitude e
maravilha. Ele é soberano.
Na
Bíblia vemos Deus falar com seus escolhidos, principalmente no
Antigo Testamento, em vários locais e de várias formas, inclusive
usando quem Ele quer ou o que Ele quer, até mesmo animais. Mas algo
me chamou a atenção quando Deus fala com algumas pessoas
específicas no “monte”. Senão, vejamos: Abraão recebeu de
Deus, no monte Moriá, na passagem sobre o possível sacrifício de
seu filho, uma mensagem. Moisés subia ao monte Horebe para falar com
Deus, não somente uma vez. Elias vivenciou experiências diferentes
em dois montes, um deles para falar com Deus, e o outro para ver o
agir do Senhor acontecer através de sua vida.
Em 1
Reis 18 a partir do versículo 22, o profeta subiu ao monte Carmelo
para enfrentar os 450 profetas de Baal e viu através de sua oração
e ousadia fogo cair do céu, consumir o holocausto e ver a destruição
dos profetas contrários. No monte Horebe, no mesmo livro, capítulo
19, do versículo 8 a seguir o mesmo profeta que vira através da sua
oração, maravilhas acontecerem, agora se escondia em uma caverna,
com medo, ao ponto do Senhor questionar a Elias o que ele fazia ali.
Na
verdade, tem momentos na nossa vida que estamos no Carmelo, vemos os
milagres e presenciamos nossos inimigos caírem pela ação milagrosa
do Senhor, mas tem dias que estamos no Horebe, querendo nos esconder
de tudo e de todos.
E
entenda o “monte” não é lugar para todos. Tem gente que prefere
ficar no vale aguardando Moisés voltar ou mesmo ficar assistindo o
fogo cair do céu, mas o “monte” é lugar de escolhidos, seja
para se esconder ou para ver o milagres acontecerem. Onde você está?
Victor
Souza dos Santos
Pastor
e Capelão
Igreja
Pentecostal Unidos por Amor a Cristo
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
OS 3 MALFEITORES E JESUS
Bom
dia e a Paz do Senhor Jesus,
Em
Lucas 23, a Bíblia nos relata que Jesus, no período compreendido
entre o momento que foi apresentado a Pilatos e o Seu brado de “Está
consumado”, vivenciou um relacionamento com 3 homens que haviam
cometido crimes e por isso estavam a pagar um preço pelo cometimento
de seus malfeitos.
O
primeiro de nome Barrabás foi solto em lugar de Jesus, a pedido do
povo. O
nome Barrabás, no
aramaico, é
composto de “Bar”,
que significa filho, e “abass”,
que significa pai, ou
seja,
“filho
do
pai”. Nasceu
na cidade de Jopa, ao sul da Judeia.
Tinha
como profissão remador de botes. Segundo
H.
Brownlee Reaves
Mateus
o chama de um "preso
muito conhecido";
Marcos diz que ele foi "preso
com amotinadores, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio";
Lucas afirma que ele foi lançado na prisão "por
causa de uma sedição na cidade e também por homicídio"
e
João o chama "salteador".
Na
realidade o que queremos mostrar não é o fato histórico, mas a
correlação entre os 3 homens.
Os
outros dois foram os que estavam ladeando Jesus no Gólgota. A Bíblia
não menciona o nome dos “dois ladrões” que foram crucificados
com Cristo. Mas no evangelho de Nicodemos (obra apócrifa produzida
no período pós-apostólico), capítulo 9, verso 4, os dois
malfeitores são identificados como Dimas e Gestas:
5
Então Pilatos ordenou que fosse corrido o véu do tribunal onde
estavam sentado e disse a Jesus: “Teu povo desmentiu-te como o rei.
Por isso decretei que, conforme o antigo costume dos reis piedosos,
sejas primeiro flagelado e depois pendurado na cruz no horto onde
foste preso. E
DIMAS E GESTAS, ambos
malfeitores, serão crucificados juntamente contigo”.
Não
podemos considerar este evangelho de Nicodemus como canônico, pois
nem a Igreja Católica assim o faz,
pois vários de seus ensinos são de natureza especulativa e
antibíblica. Mas, devemos
considerá-los como compêndio de consulta
histórica.
Não confirmada pelos quatro evangelhos canônicos, a tradição
identifica os dois malfeitores pelos nomes de Dimas e Gestas não
passa de mera possibilidade, e
ainda especificando o primeiro como sendo o que defendeu e teve sua
salvação mencionada por Jesus e o segundo sendo o que especulou de
forma jocosa o ato da crucificação do Senhor.
Meu
comentário, longe de ser uma verdade absoluta, é apenas de
especificar algo que foi revelado quando lia mais aprofundadamente
esta passagem de Lucas 23. Barrabás, Dimas e Gestas tinham algo em
comum, eram malfeitores. Mas experimentaram fins diferentes.
Conviveram com Jesus e tiveram fins com visões diferentes, senão
vejamos. Barrabás foi solto e viu o que seria sua condenação dada
a outro homem contemporâneo a ele, mas que depois não se fala mais
sobre ele e nem o que lhe aconteceu. Ele viu alguém que pagou um
preço “por” ele, mesmo sem merecer. Uma condenação de morte
que seria para Barrabás alguém a assumiu e o mais importante, sem
dizer uma só palavra.
Já
no caso dos outros dois, eles pagaram um preço de igual tamanho, mas
um obteve a salvação, pois creu em Jesus, enquanto o outro morreu
sem reconhecer este ato. Supostamente Dimas, o primeiro malfeitor
reconheceu o seu erro e clamou pedindo que Jesus o lembrasse dele ao
chegar no Reino dEle. Um ato de fé ou de desespero? Qual a diferença
entre eles?
Barrabás
era malfeitor foi solto, os outros dois eram malfeitores morreram,
mas um foi salvo e outro não. Em uma apologia aos nossos dias e as
pessoas do mundo, ou mesmo dentro das igrejas. Jesus morreu para
salvar todos, só que uns querem a salvação mais depois saem,
desaparecem (Barrabás) e outros morrem, mas tem sua salvação
garantida pois reconhecem os seus erros e permanecem na igreja até o
fim e outros não querem saber de Jesus e morrem sem Ele. Em que
situação nós estamos ou somos: Barrabás, Dimas ou Gestas? Pense
nisso.
Victor Souza dos Santos
Pastor e Capelão
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