Bom dia
a todos,
No
Evangelho de Jesus escrito por João 8, 1 – 11, vemos uma passagem
intrigante, onde, com certeza, já vimos muitas ministrações sobre
o assunto e que relatam as mais diversas mensagens que Deus preparou
para a igreja em momentos específicos. Em todo o desenrolar desta
passagem bíblica existe um mundo de direcionamentos que fazem a
mente de um “pregador” ficar muito fértil.
Há
uma divergência, entre os estudiosos, sobre a identidade desta
mulher que foi apanhada em adultério:
-
Alguns entendem que esta mulher se chamaria “Suzana”, mencionada
na bíblia em Lucas 8, 3: “E
Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas
outras que o serviam com seus bens.”;
-
Outros preferem não nominar essa mulher e saciam sua “fome”
apenas em chamá-la como “mulher adúltera” ou
“mulher pega no ato do adultério”;
-
Outra vertente, nominam essa “pecadora” como Maria Madalena,
aquela que lavou os pés do Senhor com unguento;
-
Outros sábios, identificam essa mulher como sendo “Maria”,
irmã de Lázaro;
Como
nossa intenção não é causar nenhuma discussão teológica, mas
repassar uma mensagem dada pelo Pai, esqueçamos este assunto, por
enquanto, e daremos mais ênfase ao milagre da salvação aqui
mencionado.
Uma
pergunta nos faz pensar, meditar sobre algo muito importante que nos
rodeia e, às vezes, não damos a verdadeira atenção que o assunto
merece: “QUEM SÃO NOSSOS ACUSADORES?”
Podemos
classificar três tipos de acusadores que convivem conosco:
1
– AS PESSOAS QUE NOS RODEIAM E SÃO NOSSAS CONHECIDAS: São
pessoas que estão em nosso convívio e fazem parte de nosso ciclo,
seja ele de amizade ou familiar ou de conhecimento no trabalho ou nos
estabelecimentos de ensino. Essas, são pessoas que conhecem parte de
nossa vida e acham que podem fazer juízo de valores sobre alguns
assuntos que são de nossa rotina, pois querendo ou não somos,
homens públicos e formadores de opiniões e isso chama a atenção
das pessoas.
Se
faz necessário, termos cuidado com esse tipo de pessoas, pois a
bíblia nos fala em Provérbios 11, 12: “O
que despreza o seu próximo carece de entendimento, mas o homem
entendido se mantém calado.” Falta
de entendimento; um dos motivos que mais faz o povo de Deus perecer.
Como seria bom que vivêssemos mais de boca fechada.
2
– AS PESSOAS QUE NOS RODEIAM, MAS NÃO NOS CONHECEM:
Essas são o tipo de pessoas que sabem quem você é, mas não fazem
parte do seu ciclo, mas insistem em falar de você e questionar suas
atitudes. A figura do Pastor, como já dito, é uma pessoa pública e
passa a ser conhecido, mesmo porque quando Deus confirma o seu
ministério, seja ele individual ou coletivo (igreja/prédio), até a
roupa que você veste, o seu jeito de andar e tudo relacionado a você
é motivo de falatório.
Este
tipo de pessoas também merecem
vigilância e
essas podem ser encontradas na bíblia, mais precisamente na Carta a
Tiago 3, 7 e 8: “Toda
espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e tem
sido domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém
consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero.”
Infelizmente,
nem todos, poucos, pouquíssimos são os que conseguem domar a
língua.
3
– NÓS MESMOS:
Por fim, o terceiro tipo de pessoas que nos acusam. Esse tipo de
pessoa, existe uma luta gigante, todos os dias, todos os instantes.
Jesus já falava que aquele que quisesse seguir a Ele, nega-se a si
mesmo (Mateus 16, 24). O
ser humano consegue travar uma luta consigo mesmo. É o único que
consegue lutar contra seus próprios sentimentos e atitudes.
O
fato é que a bíblia nos diz que quanto ao julgar, sejam minhas
próprias atitudes, palavras ou dos outros, eu abro uma “porta de
acesso” para que os outros também possam me julgar com a mesma
intensidade que eu o fiz. Em Mateus 7, 1 e 2: Não
julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que
julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos
hão de medir a vós.
Certamente,
Jesus, nos alertava e deixava nas entrelinhas desta passagem bíblica
que temos muitos outros assuntos que precisam de nossa atenção que
perdermos nosso tempo em julgar ou acusar, quem quer que seja.
Devemos viver para Jesus, sem precisarmos nos preocupar com a vida
alheia. Pense nisso.
VICTOR SOUZA DOS SANTOS
PASTOR E CAPELÃO
Igreja Pentecostal Unidos por Amor a Cristo

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